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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

CORINTHIANS - CAMPEÃO PAULISTA DE 1982

CORINTHIANS - CAMPEÃO PAULISTA DE 1982

UMA LIÇÃO
DE FUTEBOL

Foi um título exemplar, conquistado garças a um punhado de craques, a um treinador inteligente, a um elenco mais unido do que nunca e a uma nova mentalidade administrativa.


     Ao contrário do que se diz ou pensa, futebol tem lógica. Basta que seja jogado com seriedade, administrado com eficiência e não sofra interferência de fatores extracampo. Ocorrendo isso, a lógica determina que vença o melhor. Assim, o fato do Corinthians conquistar o título paulista de 1982 apenas confirmou a premiação daquele que, ao longo do maior e mai disputado campeonato regional do Brasil, foi o melhor e o mais brilhante time.
     É verdade que o São Paulo assustou, com seu elenco de craques, seu naipe de estrelas, sua trupe de estilistas. Só que a lógica estava do outro lado, desta vez. No final do campeonato passado, o jovem dirigente são-paulino Fernando Casal del Rey recebeu, na festa da vitória, um abraço confidente: "Obrigado, vocês salvaram o futebol brasileiro".
     Provavelmente não era são-paulino aquele torcedor, e sim um verdadeiro amante do futebol brasileiro. É até possível que seja o mesmo que, terminada a decisão deste ano, tenha cochichado ao ouvido de Adílson Monteiro Alves, diretor de futebol do Corinthians: "Graças a vocês, o futebol do Brasil tem salvação".
     Em futebol, como na vida, de resto, nem sempre o melhor elenco é sinônimo de melhor equipe. E, se a corajosa decisão dos dirigentes tricolores de 1981 encontrou correspondência na armação de um time capaz de, pelo talento, o Corinthians de 1982 foi, sobretudo, a imagem de um clube engajado nos novos tempos do Brasil, que trouxeram mudanças em todas as áreas, inclusive na que mexe com a paixão popular.
     O São Paulo revolucionou o futebol como atividade empresarial, no ano passado, e o Corinthians atual soube percebê-lo e dimencioná-lo como ingrediente vital do exercício democrático. Afinal, democracia é povo, e povo é paixão. E o Brasil vive tempos de paixão.
     Não foi fácil, porém, adequar um clube acostumado à tutela aos ventos da abertura e do diálogo. Primeiro foi preciso varrer os resquícios do autoritarismo representado por uma administração megalomaníaca e centralizadora. Depois, tratou-se de convencer os jogadores, acostumados ao paternalismo protecionística, que eles podiam pensar por ai mesmos. O primeiro - e ousado - passo deve ser creditado ao vice-presidente Orlando Monteiro Alves, veterano corintianista, que teve a coragem de romper com os esquemas tradicionais - leia-se Vicente Matheus e seu grupo - e indicar seu filho, o sociólogo Adílson Monteiro Alves, 35 anos, para o cargo de diretor de futebol.
     Sem nenhuma experiência anterior, além de teorização sobre povo e paixão, Adílson tratou de organizar uma equipe capaz de, sem cair no intelectualismo fácil, entender o futebol, e principalmente o Corinthians, como religião popular que sobrevive na expectativa somente da Vitória.
     Para tanto, tratou de montar uma infra-estrutura capaz de administrar essa paixão: "Futebol não é empresa, é paixão. Deve ser administrado assim. Com profissionalismo, mas com amor".
     Washington Olivetto, chamado golden-boy da publicidade brasileira, foi contratado para bolar a campanha de atração de corintianos. E o psiquiatra (isso mesmo, um psiquiatra!) Flávio Gikovate - até então especializado somente em desencontros amorosos - foi convencido a conversar com o elenco, mostrando que o sucesso no esporte é tão normal quanto na vida, desde que todos o desejem e busquem.
     "O Gikovate não imagina a importância que teve", diz o capitão Wladimir. "O time já estava ensaiando algumas sessões de lavagem de roupa, após cada partida, mas muita gente ainda não tinha coragem de se abrir. Até que o Gikovate, como quem não quer nada, resolveu falar pra gente sobre o medo do sucesso, o medo de ser feliz. Ele expôs o fato de que muita gente tem receio do brilho, acha que, com o sucesso, termina sua função, e isso foi importante para todos, para recuperar o ânimo de todos".
     A revolução corintiana não ficou somente no auxílio publicitário e psicológico, embora este último tenha sido muito importante, a ponto de o goleiro Solito, por exemplo, ter resolvido assumir a total responsabilidade pelo empate contra o América, em São José do Rio Preto, na sétima partida da equipe no returno, quando o time ganhava de 3x1 e permitiu o empate graças a duas falhas suas:
     "Naquele dia", diz Solito, "eu entrei no vestiário e disse que assumia a culpa. Levei uma tremenda bronca. Me disseram que ninguém assumia culpa sozinho, e que ou todos ganhavam ou todos perdiam. Acho que aprendi mais um pouco sobre a vida naquele momento. E, principalmente, aprendi, sobre os meus companheiros".
     Assim como Solito, o zagueiro Gomes, reserva durante quase toda a campanha, mas considerado pela unanimidade dos companheiros como o "melhor amigo entre todos", se recusava a admitir essa distinção: "Quando a gente se sente respeitado, é mais fácil conviver. O Corinthians está abrindo caminhos novos no futebol do Brasil e, como é um time de massas, é provável que o exemplo seja seguido, para o bem do nosso futebol. Aqui, todos - titulares e reservas - torcem por todos, e a diretoria dá um exemplo muito importante: nos piores momentos, quando tudo parecia ir por água abaixo, jamais um diretor apareceu com semblante abatido, mesmo que tivesse problemas particulares; ao contrário, os diretores sempre procuraram demonstrar otimismo e respeito. Isso fez a gente se superar, ultrapassar os momentos ruins e pensar sempre e somente na vitória".
     Contrariando a lógica de fora do campo, a diretoria do Corinthians respeitou sempre a opinião do elenco. E, com isso, favoreceu alógica de dentro do campo. Também entendeu que era importante contratar, com exclusividade, um assessor de comunicação - o jornalista José Roberto de Aquino -, e tratar com igualdade todos os profissionais de imprensa, sem favorecimento tão comuns nos tempo do autoritarismo patriarcal.
     Foi por isso, e em pouco tempo - cerca de um ano desde a ascensão da nova diretoria de futebol e Comissão Técnica -, que o Corinthians criou um ambiente capaz de consolidar astros veteranos, como o Doutor Sócrates, e revelar novos, como o artilheiro Casagrande. Foi por isso, aliás, que o timão fez prevalecer a lógica. Para o bem do futebol brasileiro. Eis aí uma lição para ser aprendida.
(Por MARCOS AURÉLIO BORBA);

RETROSPECTO

     Se o Campeonato Paulista fosse disputado no antigo sistema de turno e returno - campeão quem somasse maior número de pontos no decorrer do certame -, o Corinthians nem precisaria ter disputado a melhor de quatro pontos contra o São Paulo: somou 56 pontos ganhos (e teria mais um, não fosse uma absurda decisão do TJD, que lhe tirou o ponto da partida contra o Guarani, no segundo turno), um a mais que o tricolor, vice-campeão. Mesmo assim, foi para a decisão. E ganhou os dois jogos. Foi, realmente, a melhor campanha: em 40 jogos, 26 vitória, oito empates e apenas seis derrotas. O melhor ataque: 75 gols. Artilheiro e vice-artilheiro: Casagrande (28 gols) e Sócrates (18 gols). A terceira melhor defesa (sofreu 33 gols), atrás de Marília e Ponte Preta (que deixaram passar 28). Do time campeão do turno e vice-campeão do returno, só dois heróis - Wladimir e Solito - participaram das 40 partidas. Mas todos os 18 jogadores, por suas participações, têm um lugar guardado com muito carinho no coração da fiel torcida corintiana.

CASAGRANDE

     A maior revelação do futebol brasileiro depois da Copa, Casagrande é nome certo para a próxima Seleção. Por um simples motivo: "Vivo o meu tempo", diz ele, que transformou um nome em grito de guerra da nação alvinegra, com os 28 gols que assinalou nos 40 jogos da campanha (incluídos dois da decisão). O tempo de Casagrande tem tudo a ver com a abertura do país. Jeitoso, franco e decidido, não teve constrangimento em fixar um estilo próprio. Cometeu gols acidentais - como alguns dos três da goleada se 5x1 sobre o Palmeiras (01/08/1982). Mas elaborou obras-primas - como o último gol sobre o Taubaté (4x0(, 10/11/1982), quando driblou toda a defesa adversária. E quem poderá se esquecer do arremate que fulminou o São Paulo, na decisão final? Casagrande, por viver o seu tempo, acabou goleador do campeonato.

CAMPANHA DO CAMPEÃO

TURNO
14/07/1982 - Corinthians 1x0 Santo André
17/07/1982 - Comercial/RP 0x2 Corinthians
22/07/1982 - Corinthians 1x1 São José
25/07/1982 - São Bento 1x0 Corinthians
28/07/1982 - Corinthians 2x0 Juventus
01/08/1982 - Corinthians 5x1 Palmeiras
04/08/1982 - Corinthians 2x0 Francana
08/08/1982 - Ferroviária 1x2 Corinthians
11/08/1982 - Corinthians 3x2 Inter de Limeira
14/08/1982 - XV de Jaú 0x0 Corinthians
18/08/1982 - Corinthians 0x1 Guarani
22/08/1982 - Corinthians 1x0 Santos
26/08/1982 - Ponte Preta 1x1 Corinthians
28/08/1982 - Corinthians 1x0 Marília
08/09/1982 - Corinthians 0x0 Portuguesa
12/09/1982 - Corinthians 2x0 São Paulo
16/09/1982 - Corinthians 2x1 Botafogo
19/09/1982 - Taubaté 1x1 Corinthians
22/09/1982 - Corinthians 4x1 América

RETURNO
25/09/1982 - Inter de Limeira 0x2 Corinthians
03/10/1982 - Francana 2x1 Corinthians
10/10/1982 - Corinthians 3x1 Portuguesa
13/10/1982 - Corinthians 0x2 Ponte Preta
17/10/1982 - Guarani 1x1 Corinthians
20/10/1982 - Corinthians 2x1 Comercial/RP
23/10/1982 - América 3x3 Corinthians
27/10/1982 - Corinthians 2x1 São Bento
31/10/1982 - Palmeiras 0x0 Corinthians
03/11/1982 - Corinthians 5x1 Juventus
07/11/1982 - Santo André 1x3 Corinthians
10/11/1982 - Corinthians 4x0 Taubaté
18/11/1982 - São José 0x2 Corinthians
21/11/1982 - Corinthians 1x0 Santos
23/11/1982 - Botafogo 2x4 Corinthians
25/11/1982 - Corinthians 3x1 XV de Jaú
28/11/1982 - Corinthians 3x1 Ferroviária
02/12/1982 - Marília 1x0 Corinthians
05/12/1982 - São Paulo 3x2 Corinthians

FINAIS
08/12/1982 - São Paulo 0x1 Corinthians
12/12/1982 - Corinthians 3x1 São Paulo



domingo, 10 de junho de 2018

AMISTOSOS DA SELEÇÃO BRASILEIRO DE FUTEBOL

 

COM SHOW DE NEYMAR E COMPANHIA O BRASIL VENCE A ÁUSTRIA POR 3 A 0 E ENCERRA SUA PREPARAÇÃO PARA A COPA DA RÚSSIA


        Mostrando equilíbrio em todos os setores (Defesa, meio de campo e ataque), o Brasil não tomou conhecimento da seleção da Áustria e venceu seu último amistoso por 3 a 0. Com gols do trio ofensivo Gabriel Jesus, Neymar e Philippe Coutinho. O Brasil fez uma partida de encher os olhos e se credenciou de vez como uma das favoritas para conquistar a Copa 2018. Gabriel Jesus abriu o placar aos 36' do 1º tempo; Neymar ampliou aos 18' e Philippe Coutinho fechou o placar aos 24' do 2º tempo; Agora o Brasil viaja para a Rússia onde estreia no próximo Domingo dia 17 contra a seleção da Suíça.


O JOGO

O Brasil manteve maior posse de bola desde o começo do amistoso e, com paciência, procurou a melhor alternativa para tentar furar a defesa austríaca. O time local não aliviou para a Seleção no último ensaio antes da Copa do Mundo e marcou duro, principalmente o atacante Neymar.
A Áustria chegou a assustar no momento Lainer recebeu de Schopf pela direita e cruzou para Arnautovic chutar por cima do gol. O Brasil respondeu com Philippe Coutinho, que limpou a marcação pelo meio e chutou para defesa na ponta dos dedos do goleiro Lindner.
A Seleção Brasileira inaugurou o marcador aos 34 minutos do primeiro tempo. Após escanteio pela direita, Marcelo pegou a sobra de fora da área e chutou. A bola desviou na defesa e sobrou na esquerda para Gabriel Jesus, em posição duvidosa, finalizar com categoria diante de Lindner.
O time visitante marcou o segundo gol aos 17 minutos da etapa complementar. Willian recebeu pela direita e, com visão de jogo, acionou Neymar do lado oposto. O camisa 10 dominou com tranquilidade, deixou Dragovic no chão e fuzilou o goleiro adversário.
Em desvantagem, a Áustria esmoreceu e sofreu o terceiro gol aos 23 minutos da etapa complementar. Em jogada pela esquerda, Roberto Firmino, que substituiu Gabriel Jesus, tabelou com Philippe Coutinho. O meia sobrou livre na cara de Linder e definiu com competência.
Tite aproveitou a etapa complementar para realizar alterações e dar ritmo a alguns reservas, entre eles Douglas Costa, que substituiu Neymar. A Seleção Brasileira teve chances para marcar o quarto gol, uma delas com Firmino, mas o placar seguiu inalterado.

ÁUSTRIA
BRASIL

0x3



Local: Estádio Ernst Happel (Viena);
Data: 10/06/2018, Domingo;
Hora: 11h00 (Horário de Brasília);
Árbitro: Viktor Kassai (Hungria);
Assistentes: Oszkar Lemon (Hungria) e Zsolt Varga (Hungria;
Cartões amarelos: Schopf, Prodl (Áustria);
Gols: Gabriel Jesus (Brasil) 34' do 1º tempo; Neymar (Brasil) 17' e Philippe Coutinho (Brasil) 23' do 2º tempo;

ÁUSTRIA
Lindner; Prodl, Dragovic, Hinteregger e Lainer; Baumgartlinger, Schlager (Burgastaller), Schopf (Hierlander), Grillitsch (Zulj) e Alaba; Arnautovic.
Técnico: Franco Foda

BRASIL
Alisson; Danilo, Thiago Silva (Marquinhos), Miranda e Marcelo (Filipe Luis); Casemiro (Fernandinho), Paulinho, Philippe Coutinho (Taison), William e Neymar (Douglas Costa); Gabriel Jesus (Firmino).
Técnico: Tite



domingo, 3 de junho de 2018

AMISTOSOS DA SELEÇÃO BRASILEIRO DE FUTEBOL


   O Brasil venceu neste domingo (03/06), a boa equipe da Croácia pelo placar de 2 a 0, com gols de Neymar e Firmino. A Seleção brasileiro não fez um bom primeiro tempo e esteve por varias vezes próxima de tomar um gol dos croatas. O trio formado por Casemiro, Paulinho e Fernandinho não surtiu o efeito esperado deixando o Brasil lento e com uma saída de jogo bem complicada. Para a segunda etapa, as alterações feitas pelo técnico Tite deixaram o Brasil mais veloz e com uma maior qualidade. A entrada de Neymar fez com que a seleção canarinha aumentasse o ritmo de jogo com mais força no ataque e aos 24 minutos do segundo tempo em uma grande jogada do camisa 10 o Brasil abriu o placar. 1 a 0; O segundo gol só saiu nos acréscimos com Firmino. Aos 48 minutos o craque do Liverpool dominou a bola no peito dentro da área e com um leve toque encobriu o goleiro da Croácia dando números finais ao jogo. O Brasil volta a campo no próximo Domingo (10/06) contra a Áustria no último amistoso antes da estreia na Copa do Mundo diante da Suíça.

BRASIL
CROÁCIA

2x0



Local: Estádio Anfield Road, em Liverpool (Inglaterra) 
Data: 3 de junho de 2018, domingo 
Horário: 11 horas (de Brasília) 
Árbitro: Michael Oliver (Inglaterra) 
Assistentes: Stuart Burt e Simon Bennett (ambos da Inglaterra) 
Cartões amarelos: Fernandinho (Brasil); Kramaric, Perisic, Rakitic (Croácia) 
Gols: Neymar (Brasil) 24' e Roberto Firmino (Brasil) 48' do 2º tempo;

BRASIL
Alisson; Danilo, Thiago Silva, Miranda (Marquinhos) e Marcelo (Filipe Luís); Casemiro, Paulinho, Willian (Taison), Fernandinho (Neymar) e Philippe Coutinho (Fred); Gabriel Jesus (Roberto Firmino) 
Técnico: Tite

CROÁCIA
Subasic; Vrsaljko (Jedvaj), Corluka (Caleta-Car), Lovren e Vida; Rakitic (Bradaric), Badelj (Brozovic), Rebic (Pjaca), Modric (Kovacic) e Perisic; Kramaric 
Técnico: Zlatko Dalic